quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Mulheres que fazem a minha cabeça




Qual é a primeira coisa que me encanta em uma mulher? Bunda? Peito? Nada disso, o que me encanta de primeira é um belo e largo sorriso. Se são gordas, magras, saradas, pouco me importa, e quem me conhece sabe disso.

Mulheres fúteis, que dissimulam, de gênio fraco, que adoram um joguinho de sedução, duram pouco, porque eu  gosto mesmo é das que mostram a força de sua personalidade, que lutam sem baixar a cabeça - e não importa se me desafiarem, eu aceito e gosto do desafio. Tem que ser assim até mesmo para que eu possa amar essa mulher com verdade; se eu não puder admirá-la como pessoa, como conseguirei amá-la?

Geralmente, as Leoninas me fascinam, talvez porque sejam o meu oposto. Vaidosas como nenhuma outra, quando entram em um recinto vão logo atraindo olhares, tornando-se o centro das atenções. Gosto disso, diferentemente da maioria dos homens, que as preferem com a luz ofuscada. As leoninas, ou mulheres com temperamentos similares, não gostam de homens grudentos, o que é uma sabedoria. Nem pensem em tentar controlá-las ou governá-las. Mas, embora pouco submissa, esta mulher pode ser muito generosa, bondosa e compreensiva. O que ela faz é apenas deixar claro que nunca aceitará ficar em segundo plano!

Minha busca é incessante, quem sabe Deus não me reserva uma leonina pela frente? Eu adoraria... Espero que o Zodíaco conspire a meu favor.


"Qualquer amor há de sofrer uma perseguição assassina.
Somos impotentes do sentimento e não perdoamos o amor alheio.
Por isso, não deixe ninguém saber que você ama."


Nelson Rodrigues

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Os mal-amados



Tive que aprender a me amar na marra quando reparei como os mal-amados erram, se atrapalham e distorcem a leitura da vida. Eu hein... Sai de mim! Se por acaso acontecer de, em algum momento na vida, eu não puder ser muito amado por alguém, faço eu mesmo o seviço. Amo a mim mesmo. Assim evitarei alimentar revoltas inúteis, chantagens emocionais, complexos de inferioridade e lamentações infinitas. Assim não levarei a vida como um fardo, um peso sobre os ombros, o que, por tabela, vai me tornar pesado. Sim, porque é como os mal-amados se sentem. E se assim o sentem é porque não sabem se amar, amar a vida, se valorizar.

Uma criatura mal-amada (ou mala-aRmada) é aquela que está sempre fomentando guerrinhas de sexo, descobrindo defeito em tudo, sofrendo por autocomiseração, invejando em silêncio histórias outras, entendendo o mundo a partir de facções conflitantes. E será que são mal-amadas por serem assim ou são assim porque são mal-amadas? Não interessa se o ovo vem primeiro do que a galinha, ou vice-versa. Se são mal-amadas, é porque não souberam se fazer amar. Certamente esqueceram o princípio fundamental de se fazerem amadas: amar a si mesmo, antes de tudo. Amor é troca, e quem tem amor dentro de si sempre o irradia por onde passa, recebendo-o de volta, de uma ou de outra forma.

Em síntese, os mal-amados são, antes de tudo uns chatos. "Ah, mas eles não têm culpa de serem assim..." - alguém poderá dizer em sua defesa. Eles têm culpa sim, afirmo, pois são responsáveis diretos por suas ações e atitudes diante da realidade que lhes cabe. Reclamar da vida é muito fácil, difícil é enfrentá-la e tentar modificá-la quando preciso. É como diz aquela antiga e sábia frase: "Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado. Paciência para aceitar o que não pode ser mudado. E sabedoria para distinguir uma coisa da outra."
"No dia em que a criatura humana perder a capacidade de admirar, cairá de quatro, para sempre. O mal de todos nós, a nossa crise, a nossa doença, é que admiramos pouco, admiramos de menos"

Nelson Rodrigues

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

AMOR

O seu amor
Gilberto Gil
O seu amor
Ame-o e deixe-o
Livre para amar
Livre para amar
Livre para amar

O seu amor
Ame-o e deixe-o
Ir aonde quiser
Ir aonde quiser
Ir aonde quiser

O seu amor
Ame-o e deixe-o brincar
Ame-o e deixe-o correr
Ame-o e deixe-o cansar
Ame-o e deixe-o dormir em paz

O seu amor
Ame-o e deixe-o
Ser o que ele é
Ser o que ele é
Ser o que ele é

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

"A amizade mais profunda e dedicada pode ser ferida por uma pétala de rosa."


(Nicolas Chamfort)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Matando a vaquinha.

“Um Sábio passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu parar e pedir um copo d'água.

Chegando ao sítio, constatou a pobreza do lugar: sem calçamento, casa de madeira,  os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas. Então se aproximou do senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou:

- Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?

E o senhor calmamente respondeu:

- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros alimentícios e a outra parte nos produzimos queijo, coalhada, entre outras coisas para o nosso consumo, e assim vamos sobrevivendo.

O sábio agradeceu pela informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora.

No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:

- Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali à frente e empurre-a, jogue-a lá embaixo.

O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o sábio sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem.

Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos, ate que, um belo dia, ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar àquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los.

E assim o fez. Quando se aproximava do local, avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado, imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver.

Apertou o passo e, chegando lá, foi logo recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos. O caseiro respondeu:

- Continuam morando aqui.

Espantado, entrou correndo na casa e viu que era mesmo a família que visitara antes com o sábio. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):

- Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida?

E o senhor, entusiasmado, respondeu:

- Nos tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daí em diante, tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora…”

Ouvi este conto uma vez de um amigo e nunca mais esqueci. Levo ele como um dos lemas de minha vida, tentando sempre matar a cada dia a vaquinha que há dentro de mim.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Poema

Não há presente melhor do que um poema. Principalmente quando eles são feitos com o coração e seus versos são interligados pela sinceridade de um sentimento. Deixo aqui este poema, cuja autora inundou meu dia de alegria e felicidade ao dedicá-lo a mim. Obrigado, dona do poema, por me emocionar e por tudo o que tem sido na minha vida em tão pouco espaço de tempo. Vamos fazer da vida um poema e escrever nela momentos inesquecíveis. Cada dia será um verso, cada verso uma esperança.

Poema de Cris, a minha "Menina"



Tento fugir
Escapar de seus encantos,
Mas seus olhos me prendem
Me perseguem...
Em cada tempo
Uma nova maneira de olhar,
Um olhar misterioso
Que não deixa em paz meus sentimentos.
Olhar
Que bagunça meus pensamentos,
Que me faz escrava;
Escrava de um momento sem razão,
Faz delirar os meus sonhos
E acender meus desejos ....
Você me persegue a todo momento
Não fico tranqüila
Um segundo sequer.
Olhares se cruzam,
Olhares ingênuos
Que não sabem o risco de um olhar.
Olhares que perseguem
Que buscam respostas claras.
Olhares de sentimentos
Sentimentos que Perseguem.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pobre, mas culto!

Calor demais, trânsito em São Paulo, tudo parado. De um lado: uma Mercedes com AR condicionado, uma madame e motorista; do outro: um fusquinha com um gordinho todo suado e a barba por fazer...

O gordinho xinga, buzina, faz um escarcéu por causa do trânsito até que a madame baixa o vidro do Mercedes e diz:

- A paciência é a mais nobre e gentil das virtudes! Shakespeare, em 'Macbeth'.

O gordinho não deixa barato:

- Vá tomar no cu!: Nelson Rodrigues, em 'A vida como ela é'.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

OS MARGINALIZADOS


Não existe nada pior do que o prejulgamento. Conheço isso na pele, assim como a cidade em que nasci. Pessoas que sequer nos conhecem nos depreciam, nos condenam e nos denigrem aos olhos dos outros.
Muitos, quando pensam na palavra "Malandro", logo tratam de associá-la a: sujeito vagabundo, esperto, 171 etc. E, particularmente no que se refere ao Rio de Janeiro, a 'malandragem' é sinônimo de violência, crime organizado e tudo o que há de pior.

Mas, no fundo, a verdade é que somos FODA! E isso causa a inveja e cobiça. Só quem teve um Malandro (especialmente um malandro carioca) nas mãos sabe o tipo de homem que somos. E só quem mora aqui no Rio de janeiro sabe que esta cidade, chamada de maravilhosa, é realmente diferenciada.

Hoje, mais uma vez, tive orgulho de ser carioca, de ser brasileiro. Sim, porque orgulho de ser um Malandro, eu sempre tive. E posso garantir que "malandro" não é aquele cara que certos preconceituosos classificam como mau caráter, como um sujeito do mal. O malandro é, basicamente, um ser humano inebriado de alegria e amante da liberdade. Assim como é o nosso indescritível Rio de Janeiro, cidade eleita como a mais hospitaleira do mundo. Parece que hoje isso ficou sacramentado.




Bem-vindo Rio 2016!



terça-feira, 29 de setembro de 2009

Diz que fui por Aí

Zé Keti

Composição: Zé Kéti e H. Rocha
Se alguém perguntar por mim
Diz que fui por aí
Levando um violão / debaixo do braço
Em qualquer esquina eu paro
Em qualquer botequim eu entro
E se houver motivo
É mais um samba que eu faço
Se quiserem saber / se volto diga que sim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim
Só depois que a saudade se afastar de mim
Tenho um violão / p’ra me acompanhar
Tenho muitos amigos / eu sou popular
Tenho a madrugada / como companhei. . .ra
A saudade me dói / o meu peito me rói
Eu estou na cidade / eu estou na favela
Eu estou por aí
sempre pensando nela



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Bonança

Se um dia é de tempestade, é certo que logo virá a bonança - pelo menos, para os otimistas.

Mas, a despeito das tempestades em minha vida, seria injusto reclamar quando um domingo me sorri. Um lindo domingo de sol, num sítio repleto de verde e ar puro, ao lado de pessoas que amo. Banho de sol na piscina, resultando em um leve bronzeado, boa comida, brincadeira com os cães e todas as delícias da vida. Para arrematar, no fim da tarde, roda de samba com minha irmã Joelma, minhas amigas Zan e Janete, e por fim, uma maldita caipirinha envenenada. Mas roda de samba sem isso não é tão roda de samba assim, não é?
Paguei o preço merecido pelo abuso. Fiquei ruimmmmmmm, ruim como poucas vezes me vi na vida. Nunca mais cometo excessos (será?). Ainda bem que pouco me lembro do que aprontei. E quando Joelma relata, eu digo: "Quero provas!" (risos)

Sei que cheguei em casa e apaguei. Mas eu mesmo me absolvo, neste caso. Havia uma necessidade urgente de relaxar, cair um pouco na vida, para esquecer dos apertos, dos sufocos que andaram envenenando o meu malandro coração nesses últimos dias.

Acordei hoje às 6 da manhã. Sem muito pra fazer neste horário, resolvi navegar pela rede, ver noticias e dar uma passadinha num site de relacionamento, onde caí de paraquedas na semana passada. E... acho que encontrei alguém. Áté aí tudo bem, pois estamos sempre encontrando alguém. Mas é muito bom quando a gente encontra alguém que consegue nos transmitir algo especial. E isso não acontece com frequência.

Bem, por enquanto só posso dizer que ela é linda, dona de um sorriso encantador e de um astral invejável, que, sem dúvida, fez minha semana começar de uma forma leve, agradável, formidável. Embora eu só a tenha conhecido há poucas horas, ela já fez por merecer estar presente nesse post.

Cris, talvez não tenha sido por acaso que esbarramos um no outro, na hora em que a manhã se iniciava e enquantos muitos ainda dormiam. Espero que possamos tomar umas por aí, e rir da mesma forma como rimos nesta manhã de segunda feira. Porque rir faz bem, traz de volta a nossa criança e colore a vida.

E já que o assunto é sorrir, permita-me um ousado comentário: seu sorriso ja me hipnotiza. Deu ate friozinho na barriga.
Bem-vinda à minha rede!


Mulheres

Martinho da Vila


Já tive mulheres De todas as cores
De várias idades De muitos amores
Com umas até Certo tempo fiquei
Prá outras apenas Um pouco me dei...

Já tive mulheres Do tipo atrevida
Do tipo acanhada Do tipo vivida
Casada carente Solteira feliz
Já tive donzela E até meretriz...

Mulheres cabeça E desequilibradas
Mulheres confusas De guerra e de paz
Mas nenhuma delas Me fez tão feliz
Como você me faz...

Procurei
Em todas as mulheres
A felicidade
Mas eu não encontrei
E fiquei na saudade
Foi começando bem
Mas tudo teve um fim...

Você é
O sol da minha vida
A minha vontade
Você não é mentira
Você é verdade
É tudo o que um dia
Eu sonhei prá mim...

Já tive mulheres
De todas as cores
De várias idades
De muitos amores
Com umas até
Certo tempo fiquei
Prá outras apenas
Um pouco me dei...

Já tive mulheres
Do tipo atrevida
Do tipo acanhada
Do tipo vivida
Casada carente
Solteira feliz
Já tive donzela
E até meretriz...

Mulheres cabeça
E desequilibradas
Mulheres confusas
De guerra e de paz
Mas nenhuma delas
Me fez tão feliz
Como você me faz...

Procurei
Em todas as mulheres
A felicidade
Mas eu não encontrei
E fiquei na saudade
Foi começando bem
Mas tudo teve um fim...

Você é
O sol da minha vida
A minha vontade
Você não é mentira
Você é verdade
É tudo o que um dia
Eu sonhei prá mim...

Procurei
Em todas as mulheres
A felicidade
Mas eu não encontrei
E fiquei na saudade
Foi começando bem
Mas tudo teve um fim...

Você é
O sol da minha vida
A minha vontade
Você não é mentira
Você é verdade
É tudo o que um dia
Eu sonhei prá mim...

Preciso dizer mais alguma coisa?


domingo, 20 de setembro de 2009

Domingo eu fui ao Maracanã

Lembrando do fantástico samba, eu canto:

" Domingooo eu fui ao Maracanã, fui torcer pro time que sou fã. Não levei foguetes nem bandeira, mas levei minha fé e meu coração ... "

Meu Mengo ganhou de 3 x 0 do Coritiba e foi só alegria. Aquela torcida é a melhor válvula de escape. A união rubro-negra que pulsa, contagia e faz aquela massa de milhares de torcedores explodir em raça, emoção e alegria. Todos ali são igualados pelo mesmo desejo de vitória. Não há pobre, não há rico, não há diferenças religiosas, políticas. Há uma alegria coletiva, que faz bem e exorciza a alma de todo o mal.
Aliás meu fim de semana foi só de alegria, roda de samba e cercado de pessoas amigas e alto astral. É assim a vida de um "malandro", entre a Lapa e o Maraca, errando pelas esquinas da vida ou no meio da multidão. O malandro é, no fundo, um nostálgico, um ébrio dessa cachaça chamada VIDA.

Agradeço aos meus protetores por sempre me indicarem caminhos alternativos nas horas difíceis. As horas difíceis também fazem parte da vida de um malandro. Mas são também elas que me dão consistência e aprendizado. E salve meus guias! Salve o Flamengo! Salve a vida exatamente como ela é!

sábado, 19 de setembro de 2009

Canção Áspera

Skank
Composição: Samuel Rosa / Chico Amaral
Não espere nada
Seja o que for
Estou só de passagem
Breve é o amor
Não espere o dia
Deixe como está
Sigo essa miragem
Não sei a razão
Não espere nada
Deixa assim então
Sei que o mundo é oco
Menos que a paixão
Não sou nada disso
São desejos seus
Não será difícil
Breve é o adeus
Vim com minhas noites
Vou sem seu perdão
Sigo essa miragem
Não espere não
It's a lonely way
It's a rugged song
I woke up today
I knew it would be long
Estou em paz com minha guerra
E o tempo que passou veloz e devagar
Estou em paz na tempestade
E nada aqui parece ser o seu lugar